EDITORIAL

Dai a César, o que é de César!
É a sua conduta que o define



Conduta é o modo como uma pessoa, ou grupo, se comporta, se porta, vive, atitude e age perante a sociedade, à família, aos amigos e colegas tendo como base as crenças, culturas, valores morais e éticos que seguem.
Esta definição serve de base para uma pequena análise sobre a conduta de dois prefeitos de cidades vizinhas.

Recentemente um deles foi entrevistado sobre a obra de pavimentação numa estrada de terra que liga as duas cidades. Este prefeito respondeu que esta obra era de suma importância para a região e afirmou categoricamente que a obra era do Governo do Estado. Lembrou também que era pedido da região para melhor o acesso dos sitiantes à cidade. E disse que a massa asfáltica que ele tinha disponível cedida de concessionária do pedágio seria usada em outro local do munícipio e iria ajudar outros locais que precisam.

O prefeito da outra cidade, no entanto, além da obra ainda não estar sendo feita no seu município, postou um vídeo como se a obra estivesse sendo feita no seu município, passou rapidamente pela placa da obra e caminhou no início da pavimentação como se tudo aquilo fosse obra de seu mandato como prefeito.

Quem teve a atitude mais limpa, honesta, íntegra?

Um dos comportamentos que dignifica uma pessoa, é justamente atribuir os feitos a quem o merece, pela realização destes feitos. Quem apenas se aproveita dos feitos dos outros para sua autopromoção não merece valor nenhum, sua conduta é imoral. É o mesmo comportamento de quem cola numa prova, ou falsifica um diploma, ou se diz criador de algo que não fez.

Certa vez, uma grande empresa pediu um projeto de promoção de vendas, o projeto foi feito completo e enviado para eles. Nem deram resposta. Dois anos depois esta mesma empresa usou o projeto na íntegra, sem pagar um tostão por isso. Ela poderia ser processada por isso, até o nome era igual, mas ninguém processou a empresa.

Um outro projeto para outra grande empresa, ele foi feito completo, a empresa respondeu que não fariam o projeto. Passou-se alguns meses e alguém apresentou este projeto para a gerência. A sorte foi que uma das pessoas da reunião disse que o projeto não era dela. Essa pessoa tinha uma cópia também do projeto. Moral da história, a pessoa que quis levar vantagem em algo que ela não produzira, foi demitida e a empresa, muito integra, pagou a quem de direito pelo projeto para poder usá-lo.

Nunca se vanglorie de algo que não foi feito por você, tampouco seja um farsante e use algo que outro fez, como se aquilo fosse mérito seu. Esta é conduta certa!

Dai a César, o que é de César!



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