COMPORTAMENTO - TECNOLOGIA

Mercado de games é a maior indústria do entretenimento
Marcas vem se inovando e contando com perspectivas de diferentes áreas do conhecimento para a manutenção de seus produtos.


Foto: AnnaStills.

A indústria dos games tem crescido exponencialmente nos últimos anos, prova disso é que esse mercado supera até o faturamento musical e cinematográfico quando se fala em consumo de entretenimento. Trazendo um pouco da experiência que possui nesse ramo e para falar um pouco da perspectiva a respeito da indústria dos games, que expandiu ainda mais após o isolamento social provocada pela pandemia da Covid-19, o podcast Papo Raiz convidou Daniel Coelho, proprietário da Rage Quit Academy, a primeira game school do Brasil, a qual oferece aulas online com jogadores profissionais de E-sports para pessoas que querem melhorar seu desempenho nos jogos.

Inicialmente, Daniel contou que a Rage Quit Academy era pra ser uma agência focada em marketing esportivo e para fazer negócios nesse mercado, complicado de atuar, mas com o passar do tempo, a equipe que administrava tudo foi vendo que era possível trabalhar para as empresas que quisessem acessar o mercado esportivo.

Além de aproximar jogadores amadores de profissionais dos games, a escola que foi criada durante a pandemia também busca gerar uma fonte de renda extra para os jogadores que querem melhorar a performance jogando. O CEO da Rage Quit Academy ainda explicou qual é o público-alvo do empreendimento.

"Nosso público é o cara que joga de forma casual, mas que quer jogar melhor, então, essa pessoa vai lá e marca aula com um dos nossos pro-players", disse.

Antes voltada apenas para crianças e adolescentes, a indústria dos games conta atualmente com um público bastante amplo, em especial, milhares de brasileiros que encontraram nesse setor a chance de trabalhar profissionalmente, fazendo parte de um negócio que movimenta um lucro alto todos os anos.

Para além de focar apenas no faturamento em larga escala da indústria dos games, Daniel Coelho destacou quais são os fatores que compõem o funcionamento desse tipo de negócio.

"Tem os criadores de Hardware; as desenvolvedoras dos jogos eletrônicos; as publicadoras/distribuidoras, que geralmente é quem investe nesses produtos; e daí tem os players, os times e as arenas de jogos. São oito grandes frentes que compõem o universo de games e que são divididas em micro", explicou o empresário.

Ainda durante a entrevista ao Papo Raiz, o dono da Rage Quit Academy fez uma análise a respeito da grande complexidade e segmentação que a indústria dos games apresenta no mundo de hoje, bem como reforçou o oceano de possibilidades que esse segmento pode proporcionar para quem pretende investir tempo e dinheiro em e-sports.

O que está em alta nos games?

Com o aprimoramento tecnológico e o interesse do público que não para de crescer, a indústria dos games, vem se inovando e contando com perspectivas de diferentes áreas do conhecimento para a manutenção de seus produtos. Essas fusões e novas aquisições também acabam gerando mais renda para alguns profissionais que fazem parte do e-sports, conforme explicou Daniel Coelho.

"Tem muita coisa rolando no mercado de games e a primeira coisa que chama atenção é o faturamento. O cara que ganha dinheiro hoje é o streamer, inclusive, ganha muito mais dinheiro que um jogador", afirmou o CEO da Rage Quit Academy.

As mudanças repentinas dessa área também têm como consequência algumas tendências que podem fortalecer o cenário dos esportes eletrônicos, entre os exemplos do que está em alta, e que pode ser acompanhado pelo público, estão: venda estratégica (e-commerce); parcerias com players famosos; metaverso e novas plataformas de jogos.

Ainda relacionado a essas tendências e para quem quer investir na indústria dos games, o empresário aproveitou para dar uma dica do que se mostra como uma promessa para o futuro desse setor. "O interessante é olhar para as versões mobile, pois 72% da população joga e destes 50% será mobile", aconselhou.

Como está o mercado de games no Brasil?

Segundo uma pesquisa elaborada pela empresa de inteligência em marketing Newzoo, a indústria dos games no Brasil é líder no setor na América Latina, e só em 2021 alcançou um faturamento de R$11 bilhões e tem previsão de crescimento de 6% para este ano. Apesar desses números, Daniel Coelho afirmou que o país ainda não tem um fundo de capital que seja focado em tecnologia de games.

Ele ainda ressaltou que apesar do nível de paixão e aderência das pessoas ao e-sports, e mesmo existindo jogadores que têm um bom lucro, a profissão de gamer ainda é defasada no Brasil.

"Apesar de eu ter dado o exemplo de caras que têm muito dinheiro, a profissão de pró-player ainda não é muito forte no Brasil, então, um pessoal que já poderia viver disso, não consegue", disse o CEO da Rage Quit Academy.

Ainda sobre o potencial de desenvolvimento da indústria de games no Brasil, o mesmo estudo feito pela Newzoo demonstrou que o número de jogadores cresceu 9% e só em 2020, a receita desse mercado foi maior que 28%.

Qual é a indústria de entretenimento mais lucrativa do mundo?

Com previsão de crescimento consistente para os próximos anos, o mercado de jogos eletrônicos é considerado o mais lucrativo em comparação aos outros produtos que fazem parte do nicho de entretenimento, conforme disse o proprietário da Rage Quit Academy.

"Hoje game é a maior indústria de entretenimento do mundo e o maior produto de entretenimento de sucesso do mundo é o GTA", apontou Daniel Coelho.

O sucesso dessa área também se dá devido à comercialização dos jogos online, como esclareceu Coelho. "Tem vários jogos que só foram lançados para atrair pessoas, porque a preocupação era ter uma base de usuários para ganhar dinheiro com isso. Com o avanço da tecnologia, jogar vai ficar cada vez mais barato, fácil e acessível", disse o empresário.

*Artigo produzido pelo Papo Raiz - uma conversa descontraída e divertida sobre empreendedorismo e assuntos em alta na sociedade.

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